O Reino Encantado de uma Leitora: Ática
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Resenha - Dom Quixote - Miguel de Cervantes






Páginas: 120
Editora: Ática
Autor: Miguel de Cervantes
Lançamento: 2003 (essa versão)

Sinopse:
De tanto ler histórias medievais, um velho fidalgo espanhol endoidece, pensando ser o cavaleiro Dom Quixote de la Mancha. Sua armadura é de sucata e papelão, seu prodigioso cavalo é na verdade um pangaré, mas isso não importa. Na companhia do espirituoso aldeão Sancho Pança, nomeado seu escudeiro, Dom Quixote sairá pelo mundo para viver aventuras memoráveis.

Narrando as confusões de um homem dividido entre sonho e realidade, Dom Quixote não é apenas uma história engraçada e comovente. Com o passar dos séculos, a obra-prima de Miguel de Cervantes ganhou o mundo, tonando-se um marco da literatura e uma das maiores fontes de inspiração da humanidade.


30ª Resenha do 'Mundo do Leitor'

CLASSIFICAÇÃO:



Minha opinião sobre este livro:


      Dom Quixote é um dos livros mais conhecidos do mundo. Escrito por Miguel de Cervantes e lançado pela primeira vez em 1605. Apesar de possuir mais de 400 anos, é uma obra super divertida. Conta a história de um velho fidalgo que vivia em um vilarejo chamado La Mancha que ficava no interior da Espanha. Ele passava várias horas dos seus dias lendo livros de cavalaria e sonhando acordado. O fidalgo espanhol levava tão a sério aquelas aventuras de cavaleiros que acabou ficando louco.

"Dom Alonso Quixano leu muitos livros de cavalaria, e dormiu de menos. Por este fato, enlouqueceu."


    Graças a essa loucura, ele se autodenomina Dom Quixote e foge de casa sorrateiramente em busca de aventuras junto com seu fiel escudeiro, Sancho Pança, e seu cavalo Rocinante.
        Quando li pela primeira vez fiquei em dúvida se considerava-o um completo maluco  ou um valente sonhador. Sinceramente, considero-o um cidadão de bem que, por ter tido uma vida dura, se refugiou no mundo dos sonhos e ilusões mas acabou levando isso longe demais. Notei que, com suas aventuras, ele se sentia útil e corajoso, se sentia no dever de horar o seu país e salvar as donzelas indefesas. Isso deu um propósito a sua vida!
Por falar em donzelas, Dom Quixote sabia graças aos seus livros que um cavaleiro precisava casar-se com uma dama de respeito, pois ela iria guardar sua honra depois de morto. A linda dama escolhida por Dom Alonso de Quixano era chamada de Dulcinéia Del Toboso, uma labradora simples que roubou-lhe o coração.

       Nosso sonhador cavaleiro encontra muitas aventuras e desventuras pelo seu caminho. Numa de suas primeiras aventuras, por exemplo, um grupo de viajantes faz uma brincadeira com o nome de Dulcinéia e, bravo, Dom Quixote vai lá defender a honra da sua dama e acaba sendo espancado.
       Um amigo dele leva-o para casa quando descobre sobre sua loucura mas o cavaleiro é insistente e retoma sua incrível jornada.



       Miguel de Cervantes nos deixa uma linda mensagem com esse livro: precisamos correr atrás dos nossos sonhos e não temer nada, não ligar para o que os outros possam achar ou pensar e seguir nossos corações. Dom Quixote é um personagem engraçado, que sempre se mete em "confusões" graças à sua imaginação. Um ponto marcante dele é que nunca desiste. Ele é muito persistente na sua meta e enfrenta os obstáculos com bravura.

      O final para mim foi triste mas, ao mesmo tempo, muito bonito. Essa história se passa na Idade Média e acredito que você irá dar muitas risadas e se emocionar com ela. Afinal de contas, não é todo mundo que luta com moinhos de vento por aí, certo?!



Resenha - A Casa das Palavras - Marina Colasanti





Páginas: 90
Editora: Ática
Lançamento: 2002
Autora: Marina Colasanti

Sinopse:
Uma imagem vale mais do que mil palavras? Marina Colasanti, escritora, jornalista e artista plástica responde sem titubear: não vale. Afinal, diz, até para louvar a imagem foi preciso fazer uma frase.
Nestas 25 crônicas, as palavras provam sua força. Dispostas com esmero de quem extrair "o máximo do mínino", elas convidam ao encanto pela natureza que destruímos a cada dia. E tocam com coragem nas feridas da miséria, do descaso e da violência. Que com frequência tentamos ignorar.

13ª Resenha do 'Mundo do Leitor'


CLASSIFICAÇÃO:


Minha opinião sobre este livro:


    A Casa das Palavras é um livro que reúne 25 crônicas, nas quais retratam como devemos preservar a natureza - rica em flora e fauna. Comove-nos, de uma maneira profunda, acerca da violência que muita vezes escolhemos ignorar. E ensina-nos sobre a vida em forma de crônicas, relatando os acontecimentos do nosso dia a dia.
Eu gostei bastante de algumas crônicas. Outras me fizeram pensar bastante sobre o assunto abordado. Já com outras eu fiquei um pouco chocada. Amo crônicas e contos, então me diverti bastante.

     Apesar de ser uma obra que nos passa bastantes conhecimentos e ensinamentos, é um pouco cansativa para quem não tem o costume de ler certos livros por ser rica em palavras pouco conhecidas e por precisar de certa lógica para compreender as crônicas.

    Resumindo: Eu adorei o livro. A autora tem um talento com as palavras. Com uma leveza ela escreve sobre assuntos que são, até certo ponto, polêmicos. Tudo isso sem ser rude nem agressiva. Expressa ambiguidades sem ser confusa nem mal interpretada.





Resenha - Sozinha no Mundo - Marcos Rey






Páginas: 126
Editora: Ática
Lançamento: 1984
Autor: Marcos Rey

Sinopse:
A mãe morreu. O tio Leonel sumiu. A única conhecida perdeu a memória. Pimpa, de 14 anos, acabou de chegar a São Paulo e está completamente só. Mas uma mulher parece estar muito interessada nas garota. Porquê? É o que Pimpa pretende descobrir. Até lá, só resta fugir da estranha mulher que a persegue.
Mas para onde ir, quando se está sozinha no mundo? Descubra a resposta neste romance incrível de Marcos Rey.

10ª Resenha do 'Mundo do Leitor'


CLASSIFICAÇÃO:


Minha opinião sobre este livro:


    Recebi este livro emprestado da biblioteca, minha primeira impressão foi um pequeno "choque" pelo título, depois eu notei a Lila - a oncinha de pelúcia da Pimpa -, muito fofa (mas sou suspeita para falar pois amo ursinhos de pelúcia)!

    Um enredo que envolve o leitor desde a sinopse, instigando-o a querer descobrir o mistério que envolve esta obra.

     Evandro, alguns anos após o nascimento de Pimpa, desaparecera de casa. Até que Leonel, um primo dele, apareceu e passou a enviar cheques mensais à dona Aurora - mãe de Pimpa - sem dar notícias do marido. Num Natal, o pai remeteu a Pimpa a Lila.

      Leonel deixara com ela o endereço dele em São Paulo, onde vivia com uma conhecida sua: Regina Castelo.
     Até que um dia, dona Aurora adoecera e enviara uma carta aflita à Regina. Depois de esperar bastante, esta enviou uma carta informando da morte de Evandro. Foi aí que a mãe de Pimpa resolveu encontrar Leonel.

      A Maria Paula, ou Pimpa, estava viajando com sua mãe de Serra Azul para São Paulo de ônibus, quando descobriu que esta morreu. No ônibus, ela conhece Noel, um garoto super carismático, e Berenice, sua mãe.

    Pimpa é acolhida por Berenice - uma viúva que vive com seus quatros filhos - até encontrar o 'tio' Leonel. Só que aparece uma mulher misteriosa dizendo-se assistente social e tenta levar a garota a força. Com medo de ir para o Juizado, Pimpa foge e começa a vagar pela cidade em busca do seu 'tio'.
   O que ela não imaginava é que a assistente estaria tão obcecada em capturá-la. Obrigando-a a fugir constantemente.
   Nessas fugas, ela conhece várias pessoas boas, caridosas, gentis. Mas encontra também, confusão e pessoas interesseiras.

    Meus personagens favoritos são: PimpaHugo Cassini, dona Carolina, Marina, Noel e Beto.

      Me surpreendi com a capacidade do autor de manter um ritmo agitado, sem "atropelar" os acontecimentos. O que dá um bom ritmo à leitura são os capítulos curtinhos. Sem nem notar, a história já está quase no final.