O Reino Encantado de uma Leitora: Martin Claret
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Resenha - Pollyanna - Eleanor H. Porter




Páginas: 184
Editora: Martin Claret
Autora: Eleanor H. Porter
Lançamento: 2007 (essa versão)

Sinopse:
A pequena Beldingsville, uma típica cidadezinha do início do século XX na Nova Inglaterra, Estados Unidos, nunca mais seria a mesma depois da chegada de Pollyanna, uma orfã de 11 anos que vai morar com a tia, a irascível e angustiada Polly Harrington. Por influência da menina, de uma hora para outra tudo começa a mudar no lugar. Tia Polly aos poucos torna-se uma pessoa melhor, mais amável, e o mesmo acontece com praticamente todos os que conhecem a garota e seu incrível "Jogo do Contente". Uma otimista incurável, Pollyanna não aceita desculpas para a infelicidade e empenha-se de corpo e alma em ensinar às pessoas o caminho de superar a tristeza.

9ª Resenha do 'Mundo do Leitor'

CLASSIFICAÇÃO:



Minha opinião sobre este livro:


Vamos aprender a jogar o "jogo do contente"?


    Pollyanna, pode parecer clichê, é super doce e emocionante. Li pela primeira vez este livro aos oito anos de idade e, dez anos depois, vasculhando minha estante, me deparo com ele, então resolvi relê-lo.
Eu gostei dessa capa pois representou bem a alegria e a animação da jovem Pollyanna.

    O livro fala da pequena Pollyanna, uma criança meiga, admirável, simpática e risonha, que se torna órfã aos 11 anos de idade e vai morar em outra cidade com a sua tia (irmã de sua falecida mãe e sua única parenta viva). A tia da garota, a Srta. Polly, é uma pessoa amargurada e mau-humorada que demonstra nenhum carinho ou afeto para com a sobrinha. Esta, porém, não se afeta por isso, já que seu pai, quando estava vivo, ensinou-a a jogar o jogo do contente, que não passa de uma simples visão otimista de tudo o que acontece na vida:


Bem, o jogo era encontrar um motivo para ficar contente com todas as coisas, não importa o que fossem.

      Mesmo com a morte do pai, a mudança de cidade, e o tratamento péssimo recebido da tia, Pollyanna continua feliz, jogando o jogo que seu pai ensinou, e espalhando essa filosofia pela cidade e vários de seus moradores, como a Nancy, a Sra. Snow e o Sr. Pendleton, menos para a Tia Polly, que se nega a ouvir falar do pai da menina. Será que no fim Pollyanna consegue conquistar até a sua tia?

     Quando Pollyanna adoece todos na cidade ficam tristes por ela, as pessoas vêm visitá-la e dizem o quão felizes estão por tudo o que ela fez por eles. E ela fica contente por ver que o seu jogo se espalhou assim.
      A Srta. Polly fica tocada vendo todos visitando a sobrinha e, aos poucos, "amolece" em relação à Pollyanna. Com relação ao final, só digo que foi super emocionante, de trazer lágrimas aos olhos.

    Este livro é considerado um clássico da literatura infanto-juvenil e foi publicado em 1913. Ele tem uma leitura leve, que flui facilmente e é de uma delicadeza incrível!




Romeu e Julieta | William Shakespeare




Páginas: 149
Editora: Martin Claret
Autor: William Shakespeare
Lançamento: 2008 (essa versão)

Sinopse:
Em Verona, na Itália, por volta de 1600, a rivalidade entre os Montecchios e os Cappuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz. Num baile de máscaras na casa dos Cappuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Cappuleto. A paixão é mútua e instantânea. Ao descobrir que pertencem a famílias inimigas, os dois se desesperam. Resolvem casar-se secretamente, com a cumplicidade de frei Lourenço. No entanto, o destino desse amor seria trágico.



8ª Resenha do 'Mundo do Leitor'

CLASSIFICAÇÃO:



Minha opinião sobre este livro:


    Confesso que nunca tinha lido o clássico Romeu e Julieta, só sabia o que "contavam" sobre este livro: as famílias inimigas, o amor verdadeiro, a confusão, o veneno e o fim trágico.

    Mas quem não conhece a história deles? O amor impossível do jovem casal de famílias inimigas? Pois é, tudo o que falam está no livro, nada a mais. Eu adorei ler porque eu fiquei sabendo os detalhes deste enredo: o baile de máscara, o nome de algumas personagens que eu não conhecia antes, assim como suas respectivas personalidades e certos acontecimentos que eu desconhecia.

  Romeu e Julieta apaixonam-se à primeira vista no baile de máscaras da família Cappuleto, sem saberem que as suas famílias são inimigas. E, ao descobrirem, se desesperam.

Nasce o amor desse ódio que arde?Vi sem saber, ao saber era tarde.Louco parto de amor houve comigo.Tenho agora de amar meu inimigo.- Ato I, Cena V

    Contrariando toda a problemática que a paixão deles causaria, resolvem atar os laços deste amor casando-se secretamente com a ajuda e a cumplicidade do frei Lourenço. Muito romântico, não é? Pense bem, pois muitos problemas surgem a partir daí.
    As brigas entre as duas família sufocam e dificultam o amor dos dois. Numa dessas brigas, Romeu mata Tebaldo e é obrigado a deixar Verona. Em meio a tristeza por estar longe do amado, e não saber quando voltará a vê-lo, e ao luto por seu primo, o pai de Julieta marca o seu casamento com o conde Páris para dali a alguns dias.

   Sem saber o que fazer, pois já estava casada com Romeu, a jovem procura o frei Lourenço em busca de ajuda. Este, então, entrega-a um elixir que fará com que ela pareça morta, para poder, assim, fugir e viver com seu verdadeiro amor.

   Tudo dá certo, exceto que Romeu não recebe a mensagem com o plano do frei. Ele pensa que ela morreu mesmo. Então decide morrer junto da amada tomando o veneno. Julieta acorda e vê Romeu morto ao seu lado e se mata com uma adaga.

    Benvólio é, depois de Romeu, meu Monttechio favorito. Ele colocou-se a disposição para ajudar o primo, cuja paixão estava fadada ao fracasso, mesmo que morresse na empreitada. E Tebaldo é o meu Cappuleto favorito.


Estas alegrias violentas têm fins violentos. Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora. Que num beijo se consomem. - Ato II, Cena VI

     O livro é muito breve, tem uma leitura rápida: o enredo desenvolve-se muito rápido.
Depois que o li, me apaixonei. Sempre gostei de amores impossíveis e fins trágicos (isso soou meio dark, mas não sou tão trágica assim...). Mas o que me conquistou mesmo foi o amor verdadeiro que os dois expressaram.